O site IMasters fez uma entrevista com Adriano Serrano, pós-graduado em Engenharia de Software, Consultor e Analista da área de Qualidade de Software da operadora de celular VIVO, com passagem pela mesma área da empresa TAM Linhas Aéreas. Confesso que nao conhecia o cara, mas acho que ele foi extremamente feliz respondendo 'a pergunta abaixo, cuja resposta tambem compartilho:
|
iMasters - E qual é a sua opinião sobre o apoio aberto do governo brasileiro para iniciativas com Software Livre? Você acha que isso possa afetar de sobre maneira o mercado de desenvolvimento nacional? |
 |
Sobre o apoio do governo brasileiro para iniciativas com software livre tenho minhas restrições. Acredito que o mercado de software livre precisa de estruturar melhor para poder competir com o mercado de software pago. As grandes empresas no Brasil não utlizam software livre porque não tem a quem recorrer caso ocorra um problema. Se o software parar em produção, quem vai resolver?
As grandes fornecedores de harware e software, como IBM, vendem seus computadores com software “livre” (Linux e Apache por exemplo), porém cobram (e caro) pelo suporte técnico e consultoria que prestam quando seus clientes necessitam de auxílio.
Recentemente, o governo do Estado do Rio Grande do Sul trocou todo o sistema operacional da plataforma de um de seus sistemas, justamente por problemas que deixavam o sistema indisponível e ninguém conseguia resolver porque não havia suporte técnico. Não dá para uma empresa de grande porte ficar dependendo de respostas em fóruns de discussão para resolver um problema em produção, que pode estar causando grandes prejuízos.
Resumindo, nos moldes atuais, não sou a favor da utilização de software livre no governo ou em empresas privadas. Não tenho nada contra a pesquisa do software livre, mas acho que sem cobrar, não é uma boa opção.
Sobre a influência que isso pode ter no mercado de desenvolvimento nacional, acredito que o governo precisa incentivar o desenvolvimento e a organização das empresas para que o Brasil desponte como potência do software, mas vendendo software para o mundo, e não “doando” software para comunidades. |
Confiram a entrevista completa no site (www.imasters.com.br).
[]s
-- AFurtado