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AFurtado  
Engenharia de software, tendências, entrevistas e competições no mundo de TI.

[referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao!

Ate' que rendeu alguns comentarios meu post passado sobre o referendo. Como prometido, e' hora da treplica... Irei responder nao apenas com minhas proprias palavras mas tambem com argumentos de terceiros em discussoes em outros grupos e na midia em geral.

> Imagine se alguém quiser entrar na tua casa, e souber que você não vai ter uma arma lá? O governo tem que primeiro desarmar os bandidos e não a população.

Uma arma em casa nao defende vidas nem propriedades, só aumenta a inseguranca de nossa sociedade. Qto mais insegura a sociedade se sentir mais ela vai querer investir em seguranca e isso gera um ciclo de violencia, onde todos têm medo e todos estão armados. em algum momento, alguem precisa ceder se quisermos viver numa sociedade mais justa e pacífica, e esse referendo mesmo sendo uma discussao politica complexa e com falhas está nos dando a opcao de dar o primeiro passo largando as armas ou continuar nos sentindo falsamente protegidos e aumentar o abismo social (armas servem para alimentar o ódio nao somente de bandidos, mas de todos nós).

> Não está sendo retirado o direito de matar, mas o direito de se defender. Tem certeza que deseja ter o direito de se defender retirado?

Os que pretendem influenciar os eleitores para que votem pela manutenção das regras atuais costumam dizer que os chamados homens de bem ficarão indefesos, sem condições de enfrentar a fúria dos marginais. Trata-se de um argumento falso. Em poucas situações, observa-se que o tal homem de bem consegue eliminar o bandido e escapar ileso [fonte: http://jc.uol.com.br/2005/10/06/not_98148.php]. Repetindo a resposta anterior: Uma arma em casa nao defende vidas nem propriedades, só aumenta a inseguranca de nossa sociedade.

> Leu a Veja sobre o desarmamento ? Talvez não tenha lido, já que a capa se mostrou contrária ao desarmamento... mas devia...

Prezado, nao vamos nos antecipar/precipitar com nossas suposicoes. Todos nos lidamos com tecnologias Microsoft, por exemplo, e somos alvos constantes do pessoal do software livre, portanto voce sabe melhor do que eu que devemos estar aberto aos dois lados (ou a todos os lados, quantos existirem) para poder formar melhor nossa opiniao.

Mas vamos a sua Veja: ela parte do pressuposto de que votar sim e' a mesma coisa que ser ingenuo a ponto de nao saber que outras medidas precisam ser tomadas! Muita calma nessa hora... A proibicao do comercio e' apenas um passo, ninguem falou que era a solucao de todos os problemas. Uma coisa de cada vez. A revista ainda tem afirmacoes no minimo contraditorias, do tipo "as palavras 'arma' e 'proibicao' sao muito fortes para estar em um referendo", mas ao mesmo tempo sugere que a pergunta seja reformulada para uma frase que continua mantendo o termo "arma" e que troca "proibicao" por "tirar o direito". No minimo inconsistente. Ela ainda afirma que arma pode ser uma questao cultural! Sera' que canibalismo, escravidao, tortura, estupro ou empalamento (marca registrada de nossos antepassados assirios, pode procurar) poderiam ser considerados questoes culturais, irretocaveis tambem? Outro ponto: faz sentido associar desarmamento com totalitarismo no contexto atual da sociedade?

Enfim, existem muitos outros pontos de nossa querida revista semanal que renderiam uma bela discussao aqui. A reportagem nao mudou minha opiniao. Pelo contrario, quando vejo a reportagem da veja e os comerciais do pessoal do NAO, apelando para "Diretas Ja'" e ate' para "direitos do jovem" (!!), enxergo bastante demagogia. Por exemplo, alguns dos 7 motivos chegam a ser redundantes e a revista nao se importou em REPLICAR trechos de texto para ocupar espaco. Observem que bela coincidencia entre o final do motivo 5 e o final do motivo 6:

- Motivo 5: "[...] A medida, alem de contribuir para o crescimento do mercado clandestino, pode colocar o cidadao de bem em situacao irregular. Mesmo se tiver uma arma registrada em casa, ele nao conseguira' comprar municao, a nao ser de forma ilegal.
- Motivo 6: "[...] A medida, alem de alimentar para o crescimento do mercado negro, pode colocar o cidadao de bem em situacao dificil. Mesmo se tiver uma arma registrada em casa, ele nao conseguira' municao, a nao ser com traficantes.

> [proprietários rurais precisam de armas]

Por acaso as leis (incluindo direito a vida e policiamento) nao se aplicam a esses locais tambem? Tambem nao e' dificil encontrar no campo casos de barbarie causada por armas de fogo, acidentes e a propria populacao do campo querendo o desarmamento rural. Um exemplo: http://www.tonoticias.jor.br/toj/html/modules.php?name=News&file=article&sid=346\2

> Desarmar não é ação corretiva. Educar é ação corretiva.

Perdoe-me, mas para mim educar e' acao PREVENTIVA, e desarmar continua sendo corretiva.

> Lembre-se que a democracia pode a qualquer momento ser retirada, o direito a voto pode ser retirado. O que o povo fará se estiver desarmado? Estou exagerando?

Desculpe-me, mas pessoalmente acho exagero afirmar que a base da democracia sao cidadaos armados em casa. Acho contraditorio.

> Vão proibir todo e qualquer tipo de brinquedo que se assemelhe a uma arma.

Enxergo isso como uma coisa extremamente (mas extremamente mesmo) positiva. Permitir que se brinque com algo cujo proposito principal e' matar, para mim, e' deseducar. Caso contrario, entao por que nao liberamos desenhos animados com estupros e preconceito tambem?

> Uma novela muito convêniente iniciou pouco antes do referendo.

A novela desnorteia tanto o NAO como o SIM. Voce sabia que OS DOIS lados ficaram insatisfeitos com ela? Da' uma olhada: http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/ooops/ult340u1035.shtml

> E de onde vem os AR 15, fuzis, granadas e outras armas que já foram usadas até para derrubar helicópteros?

Entao so' porque as armas dos traficantes nao vem 100% de fontes legais, isso ja' invalida o referendo? Se fosse 1%, ja' estaria valendo a pena!

> Criar uma lei, uma proibição, é tentar dobrar um braço, forçar o povo a fazer algo a respeito do que ele não é a favor.

Coitado de Moises e seus 10 mandamentos entao...

> [Na Serra XYZ nao tem policia perto]

Vamos entao brigar pela policia, em vez de se armar, gente! No Porto Digital e no Centro de Informatica, em Recife, consguimos feitos fantasticos exigindo policiamento, sem a necessidade de nenhum estudante/profissional se armar. E' obvio que o referendo nao tem o poder de acabar com a criminalidade no pais, isso e' papel do governo. Por que a energia da disputa desse referendo tambem nao e' a mesma para se cobrar aquilo que se precisa? Governar e' algo muito serio para deixar na mao de um punhado de politicos, temos que descruzar os bracos e participar tambem.

> Eu acho que este referendo é mais um factóide pseudo-democratico, uma pergunta que ninguém quer responder.

Em parte, concordo com voce. Mas acredito que ele tenha uma importancia maior do que pensamos, para o bem ou para o mal. Que tal, em vez de discutir a veracidade do referendo, pensarmos na solucao menos pior? Ou entao anulem o voto se nao concordam com ele!

> É por isso que estou cada vez com mais vontade de deixar este país.

Voce tem todo o direto, e eu te respeito. Mas eu te peco que volte, para poder contribuir com alguma coisa depois, uma vez compreendendo melhor como o mundo gira la' fora. E' o que pretendo fazer. Acho que precisamos ter a consciencia de que se as pessoas de potencial e de bem não assumirem as rédeas da responsabilidade, estaremos fadados a aceitar o Brasil como o país do eterno futuro, ou até mesmo a compactuar, novamente, com a inércia da ausência de ações corretivas das quais o mundo precisa há centenas de anos. Se nao somos nos a assumir a responsabilidade para as quais nos nascemos, de melhorar algo de fato ate' o fim de nossas vidas, entao os Severinos Cavalcantis continuarao a ditar as regras desse pais.

Por favor, nao levem nada para o pessoal e obrigado por essa oportunidade de discutir com voces.

[]s
-- AFurtado

posted on Wednesday, October 19, 2005 12:59 AM by AFurtado

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Wednesday, October 19, 2005 6:24 AM

Eu também voto sim, mas não acho q isso realmente irá diminuir ou nem mesmo acabar com a vilencia.

infraunifev

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Wednesday, October 19, 2005 6:46 AM

Eu não estou muito certo que o mais correto seria votar não ou sim. Em termos de propaganda e sustenção lógica ambas são péssimas.
Pra mim poderia ter uma terceira opção do tipo "Eu sou contra o referendo" ou coisa assim. Acho que é uma forma errada de encarrar a questão. E isto vale para ambos os lados.

[]s Juliano.

julianocarvalho

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Wednesday, October 19, 2005 7:13 AM

Concordaria em proibir os brinquedos realacionados a armas se fossem proibidos passar filmes, desenho animado na televisão em q se tem tiro, ou morte ou até mesmo briga. Oq deve ser feito é educar a criança a saber se diverir com isso fazendo com q ela saiba diferenciar fantasia da realidade.Quando era criança eu adorava arma de pólvora.. e até hj não matei ninguem, seja por acidente ou querendo. Acho tudo isso uma puta hipocrisia.

E lendo seu texto tenho certeza do não.

edwinbrrj

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Wednesday, October 19, 2005 12:02 PM

Eu digo SIM! SIM! SIM!
Acho que muita gente esta esquecendo da questão a longo prazo... se for não... vamos continuar na mesma situação que estamos hoje! :D

A_Flama

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Wednesday, October 19, 2005 1:16 PM

Flama, eu nao consigo ver sentido noq vc falou. Um possível futuro onde todos vao precisar andar com uma arma na cintura não depende da proibição de armas, depende de atacar o fator q nos farão ter(educação, equilibrar a distribuição de renda, combater o crime de uma forma mais rígida, melhorar o sistema penitenciario p realmente corrigir o preso.. e coisas como esta).

e viva a democracia q nos faz discutir sem ter q bater um no outro :)

edwinbrrj

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Thursday, October 20, 2005 10:38 AM

Caro edwinbrrj, acho que um fato ou historia isolada, seja do lado do SIM ou do NAO, nao e' argumento suficiente para a outra parte (ao contrario do que pensou o autor da reportagem da Veja). Se voce gostava de armas de polvora quando era crianca e nunca matou ninguem, fico extremamente feliz por seus pais conseguirem ter lhe dado bom-senso e orientacao. O que acontece e' que cada ser humano e' alguem diferente e nao podemos nos basear em fatos isolados. Armas de brinquedo influenciam e podem fazer criancas perder o senso critico da preservacao da vida humana, isso e' fato. E se milhares de criancas influenciadas nao tiverem a mesma sorte do que voce, se elas nao tiverem pais que as orientem e eduquem apropriadamente? Isso nao vale apenas para brinquedo, mas para filmes e jogos tambem. Nao e' 'a toda que foram criadas classificacoes de faixa etaria para cinema ou avaliacos ESRB para jogos! Ou sera' que tudo deveria ser liberado para todas as idades? Sera' que o ESRB e' uma "puta hipocrisia"?

Aproveito para ironizar: por que ninguem reclama que criancas menores de 12 anos tiveram seu DIREITO de jogar Carmaggedon ou Doom TIRADO?

[]s
-- AFurtado

[]s
-- AFurtado

AFurtado

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Thursday, October 20, 2005 1:32 PM

MARCELO COELHO
Sonhos agitados de um homem de bem

Os juristas que me perdoem, mas, às vezes, eles recorrem a argumentos
tão abstratos e sublimes que o significado prático do que dizem se
perde de vista. Acho que isso acontece no caso do referendo.
Leio muitos adeptos do "não" invocando o sagrado direito do cidadão à
autodefesa. Mas será que existe relação direta entre um princípio
constitucional abstrato e o tema concreto da comercialização das armas
e munições? Aparentemente, sim. Mas tento explorar um pouco os
absurdos embutidos na tese.
A rigor, se eu tivesse de me defender para valer, um revólver e uma
caixa de balas seriam insuficientes. O crime organizado dispõe de
metralhadoras, granadas, armas exclusivas do Exército e tudo mais que
o dinheiro pode comprar. Em nome do famoso princípio constitucional,
armas de nenhum tipo deveriam ser proibidas. Nem as atômicas. Só assim
eu poderia de fato me defender das investidas de bandidos, de
terroristas islâmicos, de potências estrangeiras ou dos impulsos
liberticidas do Estado contemporâneo; convenhamos que o governo
brasileiro não me deixa tranqüilo diante de nenhum desses quatro
cavaleiros do apocalipse.
Imagino também que exista alguma lei ou portaria impedindo-me de criar
tigres e onças dentro de casa. Eu poderia alegar, entretanto, que se
trata do meu direito à defesa também. Que tal produtos químicos, como
o gás mostarda ou o sarin? São modos de fazer valer aquilo que está
escrito na Constituição.
Só que, com isso, nenhum Estado existiria. E, ainda que eu pudesse me
sentir protegido, seria difícil considerar mais segura uma sociedade
em que eu desfrutasse de tanta liberdade para comprar tais aparatos de
defesa individual.
Com esse exemplo extremo, quero dizer apenas que há uma diferença
entre o princípio abstrato e a questão colocada no referendo. Não está
escrito em nenhuma Constituição, nem na Bíblia, nem no genoma da
espécie, que todo ser humano tem direito a se defender de inimigos com
balas de revólver calibre 38. Ou com metralhadoras. Está escrito, sim,
que todo ser humano tem direito a se defender.
E o significado disso incide sobre uma situação completamente
diferente do que a imaginada pelos adeptos do "não". O direito à
legítima defesa, entendo eu, ocorre em casos excepcionais. Serve para
absolver, não para permitir.
Imagino a história clássica. Ouço ruídos no quintal. Saio da cama,
visto o meu velho chambre grená, calço os chinelos de pelica e vou ver
o que se passa. Um garoto de 18 anos aparece à minha frente com uma
semi-automática na mão; outro surge do nada e me encosta um revólver
na nuca. Estão drogados. Querem dólares, querem me seqüestrar, nem
sabem direito o que vão fazer. No prédio em frente, alguém acende a
luz e põe a cara para fora da janela. O pivete lança uma rajada de
advertência. Mas, com isso, eles se distraíram. Tomo nas mãos o
revólver que me encostaram na nuca e -sou bom nisso- liqüido os dois
bandidos.
Muito bem, chamo a polícia e conto o que ocorreu. É numa situação
desse tipo que, acho eu, o direito à legítima defesa pode ser
invocado. Cometi um homicídio, ato bem mais grave do que comprar balas
no mercado negro; mas sou, claro, absolvido. É isso o que a
Constituição me garante: não ser condenado num caso em que cometi um
crime para me defender.
Para manter a comercialização de armas, invoca-se um princípio que
vale em casos extremos, em situações concretas e irreversíveis -isto
é, quando o sangue já foi derramado-, como se fosse um preceito, um
ideal, uma projeção quanto ao futuro, quase um programa de governo.
Se fosse assim, se todo direito consagrado na Constituição fosse
encarado em abstrato, nenhuma lei, nenhuma regulamentação seria
possível. Um usuário de ônibus poderia considerar que o trajeto
utilizado limita o seu direito de ir e vir, um camelô sem papéis em
ordem poderia defender o princípio do livre comércio, um plagiário
poderia reclamar a liberdade de imprensa. Em nome do direito à
propriedade privada, uma construtora poderia infringir a lei do
zoneamento; em nome do direito à educação eu deixaria de pagar
mensalidades escolares; e, para proteger-me dos assaltantes, eu
poderia colecionar morteiros e lança-chamas dentro de casa.
Obviamente, não é assim que os direitos funcionam. De todo modo, não
vou a extremos. Abdico do lança-chamas se me derem meu revólver.
Afinal, sou um homem de bem. Isto é, acho que sou. O termo anda tão
generalizado hoje em dia que vai se constituindo numa espécie de
categoria mítica. Quem seria esse "homem de bem" ou "cidadão de bem",
tanto faz?
Imagino-o de suspensórios, bigode fino, brilhantina no cabelo, pigarro
na garganta. A Bíblia está em cima da mesa para leituras edificantes.
O revólver está na gaveta para qualquer eventualidade. O cinto, no
armário, para a disciplina doméstica. O caderninho com o telefone da
amante ele deixou no escritório. Princípios, princípios.
Estamos diante de uma personagem de Nelson Rodrigues. No seu mundo
tragicômico, todos dão tiros e defendem seus princípios.
Mas querem acabar com o homem de bem. Castrá-lo de seu revólver. Na
associação clássica, era para o revólver ser um substituto do pênis.
Mas não: falamos de um revólver hipotético, que quero ter o direito de
comprar um dia, para matar agressores desconhecidos.
É um revólver mais imaginário do que real. É uma coisa que se guarda
na gaveta do criado-mudo. É uma proteção. É uma espécie de garantia
mágica de nossa sobrevivência. É uma coisa que não pode ficar na mão
das crianças. Estranho, esse revólver: tem todas as características de
uma camisinha.
O marido abre os olhos; teve sonhos agitados. Onde estão John Wayne,
os índios, o Fernandinho Beira-Mar? A mulher pergunta se está tudo
bem. Ele diz que sim: vira de lado, começa a roncar. Dorme o sono dos
justos. Que assim seja.

A_Flama

# Para quem esta em duvida sobre o referendo.... @ Friday, October 21, 2005 7:53 AM

   Visite o blog do nosso amigo André Furtado e se informe: http://thespoke.net/blogs/afurtado/archive/2005/10/19/668417.aspx...

Rudolfh - Minha vida .NET

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Friday, October 21, 2005 8:08 AM

É utópico acreditar que algo pode melhorar com a vitória SIM, uma vez que todas estatísticas de países que já implantaram leis semelhantes dizem o contrário. Confiram várias estatísticas em meu blog e se informem um pouco mais a respeito dos verdadeiros players deste referendo.

O problema não está nas armas, pois quem é de má índole, ou não obteve a educação correta dos pais (puxa, é tão fácil culpar os pais aqui que chega a parecer infantil) praticará crimes tanto com armas de fogo, quanto com facas, carros (onde temos um expressivo número de assassinos autorizados. É só vermos o número de mortes no trânsito) e até mesmo canetas metálicas (que em alguns aeroportos já estão encrencando com elas). O problema está nas pessoas, sim concordo que na educação delas, mas a educação vai muito além do que nossos pais nos ensinam, existe toda a influência do meio em que vivemos.

Lembram-se da anedota da pedra?

A PEDRA


O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor , usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
É o caso das armas... que querem proibir.

Pois é, ah meu voto? Com plena certeza, NÃO!

Paleo

# re: [referendo] E eu continuo dizendo SIM 'a civilizacao! @ Friday, October 21, 2005 2:43 PM

Sobre os "verdadeiros players" do referendo... bom, cada um cre na teoria da conspiracao que quiser. Ja' vi uma INFINIDADE de teorias sobre esse referendo, a web e' realmente um meio de propagacao de ideias fantastico! Como a menininha do cancer que vai ganhar 50 centavos por email repassado...

Certamente podemos, com uma PEDRA, fazer varias coisas, pois ela nao tem um proposito bem definido. Mas que tal imaginar um poema chamado "A ARMA"...? Por mais criativo que seja o Michelangelo, por mais cansado que esteja o campones, fica dificil em pensar num outro uso que nao seja o proposito para o qual ela foi feita: MATAR.

Usar como argumento do NAO o fato de que outros objetos (carros, canetas, etc) podem ser usados para praticar crimes e' no minimo menosprezar a coerencia. Entao eu podia usar o seu mesmo argumento para dizer "vamos liberar a cocaina, pois eu tambem posso me drogar e me viciar com cola de sapateiro, alcool de limpeza, desodorante..."

[]s
-- AFurtado

AFurtado

# Pensamentos pos-assalto no mundo da informaticidade @ Monday, August 28, 2006 10:44 PM

Certa vez, li que “a experiência é uma professora difícil, pois aplica a prova primeiro para apenas depois...

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