Olá pessoal,
A pedido da Microsoft, fiz o upload de vídeos em português e inglês no qual explico o meu jogo "Space War Mission Commando", extensão do Space War que acompanha o XNA Game Studio Express e vencedor do primeiro XNA Challenge Brazil. Os links seguem abaixo:
Em português
- No Soapbox: http://soapbox.msn.com/video.aspx?vid=f9c727a9-145d-4264-8eac-c2875cf583f2
- No YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=IdGEOW4HdW8
Em inglês:
- No Soapbox: http://soapbox.msn.com/video.aspx?vid=5a00bf26-ca23-41c7-9d62-8c6df5322ca6
- No YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=_8G3MAD9rn0
Aproveito aqui para postar links de matérias que saíram na mídia sobre o assunto, com destaque para o primeiro link abaixo (artigo que fiz para o UOL Webinsider cobrindo o evento).
- Webinsider: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/02/16/por-dentro-do-microsoft-xna-challenge-brasil/
- [Update] Matéria da SharpGames.net (a comunidade XNA brasileira), inclusive com vídeos das apresentações e premiações (!): http://www.sharpgames.net/Eventos/Cobertura+da+final+do+primeiro+XNA+Challenge+Brasil.xna
- Microsoft: http://www.microsoft.com/brasil/pr/2007/universidade.aspx
- UOL: http://jogos.uol.com.br/ultnot/ult530u4697.jhtm
- IDG Now: http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2007/02/09/idgnoticia.2007-02-09.3293691952/IDGNoticia_view
- PC World (1): http://pcworld.com.br/idgnow/computacao_pessoal/2007/02/09/idgnoticia.2007-02-09.3293691952/IDGNoticia_view
- PC World (2): http://pcworld.uol.com.br/noticias/2007/02/09/idgnoticia.2007-02-09.6105705489/IDGNoticia_view
- CIn/UFPE: http://notitia.cin.ufpe.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=10261&dataDoJornal=atual
- PE 360 graus: http://pe360graus.globo.com/educacao360/matLer.asp?newsId=80395
- Universia: http://www.universia.com.br/noticia/materia_clipping.jsp?not=35882
- Globo: http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=168928&modulo=181
Por fim, registro aqui algumas reportagens em revistas e jornais impressos. Se voce tem alguma fonte adicional, por favor me encaminhe!

Jornal do Commercio

Folha de Pernambuco

Diario de Pernambuco

Jornal A Tarde

Revista Game Master, parte 1, com foto minha extremamente horrível (como se eu fosse muito mais bonito do que isso...). Parece que estou mastigando alguma coisa e prendendo o riso ao mesmo tempo!

Revista Game Master, parte 2.
Abaixo, seguem respostas-padrão reusadas nas entrevistas que dei (e que eventualmente foram editadas para publicação).
Você joga videogame desde criança? Quando você começou a ter a idéia de fazer jogos?
Desde pequeno me interessei em games. Passaram por mim um Odissey, um Atari, um Nintendo e um Super Nintendo. Aí entrei na faculdade e o tempo para jogar diminuiu. Entretanto, não fiquei longe dos games, apenas mudei minha forma de interação com eles, passando de jogador para desenvolvedor. Em 2005, ganhei um Xbox como prêmio de uma competição. Isso reativou o espírito de jogador. O Xbox 360 é o próximo sonho de consumo, e fico feliz porque irei utilizar ele não apenas como jogador mas também pelo fato de que o console será peça essencial de meu doutorado. É o famoso "unindo o útil ao agradável".
Como é o Space War - Mission Commando?
A extensão "Mission Commando" para o jogo Space War é focada em inovar a experiência do jogador, proporcionando um novo nível de interação através do reconhecimento de voz. Por meio de qualquer microfone conectado ao seu computador, o jogador ordena ações para seu esquadrão (como movimentação e disparo de mísseis), composto pelos pilotos virtuais "Alpha" e "Delta", enquanto controla sua própria nave através do joystick. Juntos, o jogador e seu esquadrão enfrentam missões além do combate espacial tradicional, incluindo teste de habilidade com manobras entre asteróides e resgate de astrounauta perdido no espaço. Tais desafios e mecanismos de interação agregam um aspecto mais colaborativo, estratégico e dinâmico ao Space War original.
Como está o desenvolvimento de games no Brasil?
O Brasil certamente possui espaço na área, como já é demonstrado por algumas empresas nacionais. Em Recife, por exemplo, a iniciativa do Porto Digital criou empresas como a Jynx e a Meantime que exportam seus produtos para o mundo. Entretanto, acho que ainda estamos muito longe da situação ideal. A necessidade por políticas mais fortes de combate à pirataria, por exemplo, é apenas um dos vários desafios para transformar nosso potencial em potência. Além disso, continua sendo difícil pensar em jogos, algo feito para entreter e divertir, enquanto a poucos metros de nós muitos passam fome e sequer terão uma chance de aprender a ler.
Como você vê a relação entre o software livre e o software proprietário? Porque você não trabalha com software livre?
Ao contrário da competição ferrenha que se prega entre os modelos (livre e proprietário), considero que existe espaço para ambos, cada um focando em um nicho específico. Por exemplo, o software livre é uma alternativa excelente quando se deseja disseminar o aprendizado acadêmico em relação a um produto específico, permitindo que alunos estudem o código do mesmo. A própria Microsoft sabe disso, inclusive possui um programa chamado "Shared Source Program" através do qual ela compartilha o código-fonte de programas como o Visual Studio ou o do .NET Framework para que alunos estudem-nos e eventualmente criem extensões para os mesmos. Por outro lado, lido no meu dia-a-dia mais com software proprietário por três motivos principais: acho mais produtivo, acho que possui uma maior integração com outras ferramentas/tecnologias e, por fim, considero que ele apresenta um modelo de negócio mais amadurecido. Esses são meus pontos-de-vista pessoais nessa discussão que é tão polêmica. Respeito a opinião de cada um e ressalto que fanatismo contra ou a favor de cada um dos modelos só vem a prejudicar a discussão.
Qual o futuro dos jogos eletrônicos?
Acho que se arriscar a responder tal pergunta é terminar profetizando sobre o desconhecido, mas vou fazer algumas tentativas. Em primeiro lugar, acho que o modo de interação com o usuário vai evoluir bastante. Joysticks sensíveis a movimento e reconhecimento de voz são alguns exemplos. A criatividade nessa área é sem fim. Soube, por exemplo, de um console cujo joystick possuía sensibilidade à luz. Para vencer inimigos do jogo, como vampiros, por exemplo, você precisaria estar em um ambiente iluminado. Outra linha que eu vejo é evoluir o comportamento dos personagens não-jogadores e do jogo em geral para algo mais "humano". Por exemplo, embora a computação gráfica esteja extremamente avançada, criando modelos e texturas quase reais de animais e objetos, os mesmos se movimentam e se comportam de maneira ainda artificial na tela, parecendo verdadeiros zumbis em ação. E não sou eu quem está dizendo isso, a própria EA (Electronic Arts) está repensando seus jogos contemplando tal fato. Por fim, seguindo a linha da Web 2.0, que transfere ao público a função de criador de conteúdo, sou um grande entusiasta de iniciativas como o "Live Marketplace" do Xbox, que torna a submissão, compartilhamento e inclusive venda de jogos tão simples como você hoje submete um vídeo na web. Nesse momento cabe ressaltar a importância que tecnologias como o XNA têm para permitir que a criação desse conteúdo (no caso, jogos) seja feita também de maneira fácil e intuitiva.
Quais seus jogos preferidos?
Apesar de gostar bastante de FPS (first person shooters) como a grande maioria dos jogadores, são jogos de estratégia como o Civilization que prendem minha atenção por horas. Acho que jogos do tipo possuem um poder de imersão fantástico, demandando sua atenção para um número de variáveis relacionadas que precisam ser gerenciadas de modo a garantir o sucesso de seu desempenho no jogo. Por outro lado, aprecio muito jogos como o Mario Kart (especialmente o primeiro da série, clássico para o Super Nintendo) e de esporte em geral, pois permitem uma maior interação social entre jogadores. O que eu lamento mesmo é que meu tempo para jogar esteja cada vez mais curto e que o dia tenha apenas 24 horas...
Que você anda fazendo esses tempos?
Estou fazendo doutorado no Centro de Informática da UFPE. Minha tese foca em integrar desenvolvimento de jogos, fábricas de software e linguagens de domínio específico (www.cin.ufpe.br/~sharpludus). Em janeiro de 2008, estarei iniciando meu trabalho na Microsoft Corp, em Redmond, nos EUA. Pretendo aproveitar tal oportunidade para conhecer melhor os times de desenvolvimento relacionados a jogos dentro da empresa.
[]s
-- AFurtado