Que plataforma de desenvolvimento você utiliza hoje em dia? .NET? Java? Algo para rodar no mundo mobile? Ou no Xbox 360?
E que tal ter como plataforma desenvolvimento (e/ou alvo) um ser vivo? É mais ou menos o que imagina Craig Venter, um dos vencedores da corrida para decifrar o genoma humano. Ele quer patentear uma combinação de 381 genes, que descobriu como sendo o conjunto básico para a vida, algo como o "sistema operacional" de uma célula. Imagine agora algo como um "GDK" (genome development kit) que ele disponibilizará para você estender, customizar e programar novas funções nessa célula. Leia mais aqui.
A discussão é grande, pois envolve patentes não mais de produtos, mas sobre a própria vida. Outros cientistas, por outro lado, alegam que o ideal seria um modelo open-source, no qual tudo estaria aberto para qualquer "desenvolvedor" criar e manipular suas novas formas de vida. Fico pensando como aplicar reuso, component-based development e até práticas ágeis nesse cenário surreal. Pois é, parece que Deus terá séria concorrência pela frente...
Isso me lembra de Bill Hill, figura da Microsoft Corp, falando sobre o mais poderoso sistema operacional para o qual fazemos nossas aplicações hoje: o Homo Sapiens 1.0. Mais detalhes aqui.
[]s
-- AFurtado