O método da tentativa e erro
Atualmente, percebe-se que os alunos de cursos de graduação (lógico que não a sua totalidade) conduzem o desenvolvimento de aplicações pequenas, médias e grandes com a tática da tentativa e erro.
Estou posicionando tal assunto frente a preocupação que possuo sobre o futuro profissional daqueles que usam tal metodologia para o desenvolvimento.
Eles acreditam ser mais simples sentar e programar ao invés de criar uma estratégia para a resolução do problema antes da fase de codificar.
Deixam a cargo do compilador a seleção dos erros de sintaxe e, em alguns casos, os absurdos de erros de lógica para atuar após o problema já existir.
Para o caso dos erros de lógica que não são mapeados pelo compilador um teste de mesa ou depuração passo-a-passo para a ser as ferramentas para auxiliar no ajuste da aplicação.
O tempo requerido para desenvolver tais atividades é muito excessivo, o que resulta em grandes atrasos e no descrédito das pessoas nos profissionais de desenvolvimento.
Considero, ser muito mais proveitoso e profissional, criar um esboço do problema e desenvolver táticas de resolução do mesmo antes da fase de codificação, modelar o sistema ao invés de embutí-lo na programação.
Mesmo assim, salvo alguns casos, a maioria dos alunos universitários que tenho contato utilizam o método da TENTATIVA E ERRO para desenvolver suas aplicações, e depois reclamam de não aprender e não conseguirem resolver problemas mais complexos.
Isso ocorre porque não desenvolvem o pensamento crítico e lógico para a resolução de problemas.
O que se esqueçe é que quando estamos programando, na realidade estamos ensinando um equipamento eletrônico a desenvolver passos que deveriam estar claros em nossa mente, através de uma estratégia de resolução de problemas.
Vamos exercitar nosso pensamento crítico e lógico aplicando a abstração necessária para nos tornarmos grandes desenvolvedores.
Emerson O. Batista